A Terra de todos os dias vai esgotando a nossa força física e espiritual.
Às vezes me sinto soterrada pelo dever, por ser o arrimo do casal, a que estende as roupas, que as recolhe do varal, a única que coloca a ração e a água do cachorro,
Mas ao mesmo tempo,, não quero destruir nada, nem ninguém,.
Só queria sair de fininho, pela porta dos fundos e correr, correr e só parar quando chegasse a uma praia.
Mas a verdadeira sabedoria é ter a resposta possível para cada instante e sei que a única coisa a fazer , no momento é esperar, me cuidar até saber a resposta certa.
Sou uma das formas de vida mais afetuosas do planeta, , mas tão insegura e dependente que preciso de mais cuidados do que trigêmeos prematuros.
Eu passei, ou melhor passo minha vida toda como um soldadinho bem comportado – trabalhando – produzindo –sem nunca ter um prazo, zelando por pessoas queridas, por meu nome na praça, votando, etc.
Será que nossa vida tem que ser apenas dever? Ou será que poderei ter prazer em algum momento da minha vida?
Certa vez eu li que para encontrar o equilibrio, temos que manter os pés plantados no chão com tanta firmeza, como se tivéssemos 4 pernas, para conseguir permanecer no mundo e parar de ver o mundo pela cabeça, começando a vê-lo pelo coração, assim conheceremos Deus.
Quatro pés no chão e olhar para o mundo através do coração....
Às vezes não conseguimos largar o osso definitivamente. Muitas vezes somos tomados por um desejo de sacrificar tudo pela família. Em outras, só gostaríamos de encontrar o amor, a felicidade.
Até que neste ano estive praticamente bem mais desprendida da família, graças a Deus e devo admitir que foi bem melhor pra mim.
Seria egoismo?
Não! Eu aprendi que existem missões, carmas que terminaram e vc nem percebeu; ou melhor, vc continua insistindo numa vivência desgastada, pobre, cheia de desaforos, arrogância por parte de outros, então, pra que insistir em ser amiga se o outro não quer?
Quando digo isto me refiro a pais e filhos, especificamente, pois é o meu caso.
Assim sendo, meu maior sonho para o ano que vem é a minha aposentadoria e sumir daqui, deste lugar, ficar bem longe destas pessoas mal agradecidas, para quem me dediquei a vida toda e agora nem me cumprimentam, muito menos se importam comigo.
Que cada um siga seu caminho.
E então, brevemente não estarei mais escrevendo aqui, mas pretendo publicar o que escrevi, acho que vai ficar legal, visto que são sentimentos verdadeiros e situações pelas quais a maioria das pessoas passa.
Cris

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